LDO 2027 enviada pelo Governo prevê R$ 57 bilhões em emendas |
O nosso destaque é o envio pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional do projeto de lei que estabelece as diretrizes para o orçamento de 2027 (PLDO 2027). Apontamos em nosso portal que a proposta enviada pelo Poder Executivo prevê R$ 57 bilhões em emendas, sendo R$ 44,4 bilhões em emendas impositivas e R$ 12,6 bilhões em emendas não impositivas.
Nessa 12ª edição da Newsletter, combinamos duas análises qualificadas sobre o universo das emendas. No estudo de Luna Viana, discutem-se as emendas obrigatórias destinadas à Saúde e os impactos no SUS. Em relatório do Inesc, trata-se dos principais fatores que limitaram o crescimento dos investimentos públicos, dentre eles, a expansão das emendas parlamentares.
A edição inclui ainda uma matéria sobre o Plano Anticorrupção do INAC, mais uma iniciativa da sociedade civil que vem ganhando força, especialmente no debate sobre emendas parlamentares, ao defender maior transparência e o combate ao uso indevido de recursos públicos, e um conteúdo do Nexo sobre estudos que investigam a relação entre o uso de emendas e o desempenho eleitoral.
Por fim, convidamos você a explorar o Painel de Dados da Central das Emendas, agora com informações atualizadas sobre a execução das emendas do primeiro trimestre deste ano. Boa leitura! |
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PLDO 2027 prevê R$ 57 bilhões com emendas parlamentares |
O governo federal apresentou, na quarta-feira (15), o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027. A proposta prevê R$ 57 bilhões em emendas parlamentares no orçamento do próximo ano. Do total de R$ 57 bilhões, R$ 44,4 bilhões referem-se a emendas impositivas (individuais e de bancada), enquanto R$ 12,6 referem-se a emendas não impositivas (de comissão).
Em relação ao orçamento de 2026, cuja previsão é de R$ 49,9 bilhões em emendas, o crescimento é de 14%. Esses recursos integram as despesas discricionárias, aquelas em que o Governo pode implementar políticas públicas mais direcionadas a investimentos e à inovação na busca de soluções aos problemas do país. |
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Plano anticorrupção do INAC propõe código de ética para o STF e mudanças nas emendas parlamentares |
O Instituto Não Aceito Corrupção (INAC), parceiro da Central das Emendas, lançou um plano de prevenção e combate à corrupção, defendendo que o tema deve ocupar um lugar central na agenda do país. A matéria de Maria Magnabosco para o Estadão destaca que o documento reúne propostas para fortalecer a integridade e a transparência no setor público, incluindo a criação de um código de conduta para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a reformulação do orçamento, com o fim das emendas parlamentares.
As medidas foram elaboradas após o 10º Seminário Caminhos Contra a Corrupção, organizado pelo instituto, que reuniu pesquisadores, gestores públicos e representantes da sociedade civil. Entre os participantes esteve o gestor da Central das Emendas, Bruno Bondarovsky (confira na 11ª edição). O plano destaca que a corrupção não se limita a uma questão ética: seus efeitos afetam diretamente a oferta de serviços essenciais e aprofundam desigualdades. |
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Estudo analisa impacto das emendas parlamentares no financiamento da Saúde entre 2015 e 2023 |
O artigo “Emendas parlamentares na Saúde: descentralização, capacidade administrativa e resultados no SUS “ de Luna Viana analisa o uso das emendas obrigatórias no orçamento da Saúde entre 2015 e 2023. A pesquisa investiga como esses recursos vêm sendo alocados, de que forma influenciam a autonomia de estados e municípios e se essa autonomia se traduz em melhores resultados, considerando a capacidade administrativa local. Os achados indicam que a efetividade na aplicação dos recursos está diretamente relacionada à capacidade administrativa prévia dos entes federativos. Ou seja, locais com maior estrutura tendem a aproveitar melhor os recursos disponíveis. O estudo contribui para o debate ao destacar tanto os limites quanto as potencialidades desse modelo de financiamento no Sistema Único de Saúde (SUS). |
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Relatório aponta impacto de emendas e juros da dívida na queda de investimentos públicos |
O relatório “Orçamento e Direitos: Balanço da Execução de Políticas Públicas (2025)”, do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), identifica três fatores principais que limitaram o crescimento dos investimentos públicos: o pagamento de juros da dívida, a política de renúncia fiscal e a expansão das emendas parlamentares. Segundo o estudo, a redução de recursos afetou de forma mais intensa as políticas sociais.
O Inesc também aponta que o aumento das emendas parlamentares traz desafios ao planejamento público, ao priorizar ações pontuais em vez de iniciativas estruturais de longo prazo. |
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O que sabemos sobre a relação entre emendas parlamentares e votos na eleição de deputados |
Em reportagem para o Nexo, Marta Mendes da Rocha e Guilherme de Abreu Duque reúnem o que a literatura acadêmica aponta sobre a relação entre emendas parlamentares e desempenho eleitoral. Os estudos analisados apresentam resultados variados, com efeitos nulos, indiretos ou condicionais, mas convergem ao indicar que esses recursos não se traduzem automaticamente em votos.
A matéria detalha o que cada linha de pesquisa sugere e como esses achados distintos contribuem para a compreensão do tema. Com base no acúmulo da ciência política brasileira, os autores também discutem o que esperar das eleições de 2026: o impacto das emendas tende a depender do contexto local, da execução dos recursos e da capacidade do parlamentar de associar seu nome às entregas.
Ao mesmo tempo, o texto ressalta que o aumento expressivo no volume de emendas reforçou sua importância estratégica no cenário político. |
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Painel da Central das Emendas atualiza dados do 1º trimestre de 2026 |
Os dados das emendas parlamentares federais referentes ao primeiro trimestre de 2026 já estão atualizados no Painel, com base nas informações mais recentes das bases governamentais.
Jornalistas, pesquisadores, gestores e cidadãos interessados podem explorar a plataforma para acompanhar como esses recursos estão sendo utilizados. É possível aplicar filtros e identificar quais áreas foram priorizadas nos empenhos, quais parlamentares e partidos mais destinaram recursos, além de comparar os valores per capita entre os municípios.
Com dados atualizados até 02 de abril, foram empenhados R$ 1,17 bilhão decorrentes de 769 emendas ao orçamento de 2026, distribuídas por 1.446 municípios em todo o país. Navegue pelo Painel e acompanhe para onde está indo o dinheiro público. |
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