Bem-vindos à 7ª edição do Radar da Central, que começa apresentando o relatório lançado hoje pela Central das Emendas, Panorama das Emendas Parlamentares 2026 ao Orçamento Federal, elaborado com base na Lei Orçamentária Anual (LOA) 2026 e nas modificações já realizadas até 03/02/2026 nos sistemas do Governo.
De fato, o ano legislativo já começou e o Congresso precisa apreciar alguns vetos do Presidente a pontos da Lei Orçamentária Anual (LOA) 2026 em um cenário marcado pelo peso crescente das emendas parlamentares no orçamento público e por novos debates sobre a transparência, o controle e a racionalidade do uso de recursos públicos.
Já o Supremo Tribunal Federal segue avançando na imposição de regras e de mecanismos de controle das emendas. Em 2025, decisões impactaram diretamente as emendas de comissão e as emendas Pix e, já em 2026, observamos o direcionamento para aprimorar o controle das emendas parlamentares estaduais. Aqui na Central, esperamos ainda novos posicionamentos relacionados às emendas de bancada e ao uso eleitoral das emendas em geral.
Nesta edição da nossa newsletter, destacamos reportagem da Folha de S.Paulo, baseada nos dados do Panorama das Emendas Parlamentares ao Orçamento Federal de 2026, que analisa a distribuição de recursos das emendas no ano eleitoral. A edição também aborda o uso irregular de emendas de bancada em 2025 e as novas regras para emendas estaduais que estão em debate no Supremo Tribunal Federal. Ao final, disponibilizamos o acesso ao relatório completo. Boa leitura! |
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Educação perde espaço enquanto assistência social e urbanismo ganham força nas emendas de 2026 |
Reportagem da Folha de São Paulo baseada em dados do Panorama das Emendas Parlamentares ao Orçamento Federal de 2026 da Central das Emendas (disponível no tópico Informes da Central) mostra mudanças na distribuição de recursos das emendas parlamentares. O levantamento revela redução de 10% nos valores destinados à educação, enquanto houve aumento expressivo para a assistência social e crescimento dos investimentos em ações de urbanismo. O texto de Mateus Vargas também apresenta a nova queda nas emendas Pix, em meio ao debate sobre transparência no Supremo Tribunal Federal, e destaca a manutenção da saúde como principal destino das emendas parlamentares. As alterações ocorrem em ano eleitoral e refletem mudanças nas prioridades e estratégias de destinação dos recursos públicos.
Por que isso importa
Os dados ajudam a compreender como decisões tomadas pelo Congresso Nacional influenciam diretamente a execução das políticas públicas e o cotidiano da população. A redistribuição de recursos entre áreas como educação, assistência social, saúde e infraestrutura revela não apenas prioridades orçamentárias, mas também estratégias políticas que podem impactar o acesso a serviços essenciais em todo o país. |
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Últimas notícias sobre emendas parlamentares |
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Levantamento aponta irregularidades em emendas de bancada e pressiona debate sobre transparência |
A matéria do Estadão aborda o uso irregular de emendas parlamentares de bancada, que deveriam financiar projetos estruturantes e de maior impacto coletivo nos estados. Segundo levantamento da Transparência Internacional, divulgado por Daniel Weterman, parte desses recursos foi fragmentada em diversas indicações menores, como compra de tratores, caixas d’água e botas, atendendo a interesses individualizados de parlamentares e contrariando decisões do STF e regras previstas na legislação, de que estas emendas devem ser voltadas à projetos de consolidação de políticas públicas.
Por que isso importa
A fragmentação dos recursos dificulta o rastreamento de quem indicou as emendas e de como o dinheiro está sendo aplicado, o que reduz a transparência e a possibilidade de fiscalização do gasto público. Além disso, ao serem pulverizadas em diversas ações menores, as emendas de bancada podem perder sua função original de financiar projetos estruturantes e de maior impacto social, comprometendo o planejamento e a efetividade das políticas públicas. Esse tipo de prática também amplia o risco de uso político e de irregularidades na destinação dos recursos, ao mesmo tempo em que suscita debates sobre o cumprimento de decisões do STF e das próprias regras aprovadas pelo Congresso.
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Regras para emendas estaduais entram na pauta do STF e pressionam por maior fiscalização |
A matéria de O Globo aborda o avanço do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento de regras relacionadas às emendas parlamentares estaduais, com o objetivo de ampliar o controle sobre a destinação desses recursos e estabelecer parâmetros mais uniformes de transparência, rastreabilidade e execução orçamentária. O debate envolve a definição de limites e critérios para o uso das emendas, detalha Daniel Gullino, além da tentativa de padronizar práticas entre diferentes estados. Por que isso importa A atuação do STF sobre as emendas estaduais amplia o debate sobre governança, transparência e controle do uso do dinheiro público em todo o país, não apenas no âmbito federal. Ao tentar uniformizar regras, o tribunal busca reduzir a falta de transparência, pulverização de recursos e dificuldades de fiscalização, problemas repetidamente associados às emendas. |
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Panorama 2026 detalha prioridades e distribuição das emendas parlamentares em 2026 |
A Central das Emendas acaba de lançar o Panorama das Emendas Parlamentares ao Orçamento Federal de 2026, um material que reúne e organiza informações essenciais para compreender como o Congresso Nacional distribuiu recursos e definiu prioridades no orçamento deste ano.
O estudo permite visualizar como as emendas vêm evoluindo, num recorte por tipo de autor: individual, de bancada ou de comissão. Também mostra quais funções públicas, como saúde, educação e urbanismo, cada autor priorizou, identificando o que aumentou, diminuiu ou surgiu em relação ao ano anterior. Ao final, tem uma análise mais detalhada das emendas PIX, por partido, estado e parlamentar.
O Panorama busca qualificar o debate público sobre o papel das emendas parlamentares no financiamento das políticas públicas, oferecendo dados organizados que contribuem para o acompanhamento e a fiscalização do orçamento federal.
Produzido para apoiar o trabalho de jornalistas, pesquisadores, organizações da sociedade civil e todas as pessoas interessadas em orçamento público, o material amplia o acesso a informações estratégicas e fortalece a transparência sobre a alocação de recursos públicos. |
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