Chegamos à 10ª edição da nossa newsletter e destacamos a condenação por corrupção de deputados federais pela venda de emendas parlamentares, em decisão da 1ª Turma do STF. No mesmo contexto, a Polícia Federal indiciou outro parlamentar e um ex-prefeito por suposto esquema de fraude envolvendo emendas parlamentares.
Não por acaso, aumentaram as mobilizações sociais sobre o tema, como a criação da Frente de Defesa do Orçamento Público, que questiona o modelo de emendas parlamentares, que trazemos abaixo. Resgatamos, ainda, as decisões do STF que limitam a execução de emendas em projetos com auto de infração ou condenados por decisões judiciais em crimes ambientais.
A seguir, confira mais detalhes sobre cada um desses acontecimentos e acompanhe a evolução desse tema na agenda nacional, que merece ser observado neste ano eleitoral. Boa leitura! |
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STF condena deputados por cobrar propina em troca de R$ 6,7 milhões em emendas |
Os deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA) e o ex-deputado Bosco Costa (PL-SE) foram condenados por corrupção por cobrança de propina em troca do encaminhamento de emendas parlamentares a um município do Maranhão.
As penas variam entre cinco anos e seis anos e cinco meses de prisão, além de multas. Segundo os ministros do STF, ficou comprovado que, entre janeiro e agosto de 2020, os parlamentares cobraram R$ 1,6 milhão do prefeito de São José de Ribamar em troca da destinação de R$ 6,7 milhões em emendas para a cidade. Com isso, caberá à Câmara dos Deputados decidir sobre a eventual perda dos mandatos.
Durante o julgamento, o ministro Flávio Dino, relator de ações recorrentes que buscam ampliar a transparência no uso das emendas parlamentares, afirmou que novas condenações de deputados por corrupção e desvio de recursos devem ocorrer. |
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Últimas notícias sobre emendas parlamentares |
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PF aponta esquema de desvio de emendas com cobrança de até 15% no Ceará |
Um relatório da Polícia Federal, encaminhado ao STF, aponta um suposto esquema de corrupção envolvendo emendas parlamentares no Ceará, além de fraudes em licitações municipais e financiamento ilegal de campanhas eleitorais.
Segundo a investigação, o esquema seria liderado por um deputado federal e um ex-prefeito. O prefeito atuaria como intermediário na destinação das emendas, articulando o repasse dos recursos indicados pelo deputado e negociando uma porcentagem, entre 12% e 15%, para o grupo. Ainda de acordo com o relatório, pelo menos dez empresas teriam sido utilizadas para operacionalizar o desvio dos recursos públicos. |
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Articulação da sociedade civil |
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Frente é lançada contra o atual modelo de emendas parlamentares |
Batizada de Frente de Defesa do Orçamento Público, a iniciativa reúne 25 organizações e entidades da sociedade civil. Segundo os representantes, a articulação surge da avaliação de que as emendas parlamentares deveriam ter caráter complementar no orçamento, mas passaram a ocupar uma parcela cada vez mais significativa nos últimos dez anos.
Uma das integrantes da frente, a Associação Juízes e Juízas para a Democracia, chegou a protocolar, em agosto de 2024, uma ação no STF questionando a constitucionalidade dessas emendas. |
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Emendas não podem financiar ilícitos ambientais, decide Dino |
Em nova decisão, o ministro Flávio Dino proibiu o pagamento de emendas parlamentares destinadas a obras que causem degradação ambiental. Ao justificar a medida, afirmou que “o financiamento público de ilícito ambiental configura afronta aos princípios da moralidade administrativa e da eficiência do gasto público”.
A determinação teve como ponto de partida questionamentos apresentados pelas entidades Associação Contas Abertas, Transparência Internacional Brasil e Transparência Brasil, instituições parceiras da Central das Emendas, apontando possíveis irregularidades em projetos financiados com recursos de emendas. |
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Nova reunião da Central das Emendas com equipe da CGU |
A Central das Emendas participou de nova reunião com representantes da Diretoria de Governo Aberto e Transparência da Controladoria-Geral da União (CGU) para discutir aspectos do Portal da Transparência, plataforma que reúne e disponibiliza dados públicos de responsabilidade do órgão.
Com base na experiência da equipe de dados da Central, que coleta e trata informações do Portal da Transparência, foram apresentadas percepções e sugestões de aprimoramento no acesso aos dados, com foco em melhorias na navegação e nas funções que queremos apresentar no painel da Central das Emendas. A Central das Emendas mantém diálogo permanente com os órgãos governamentais responsáveis pela transparência pública, a fim de aprimorar a oferta de dados por esses órgãos.
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